The Grid

É nisto que estou viciado deste ontem. Chamam-se To My Boy, não têm ainda disco editado, mas lançaram já dois singles. O segundo é este “The Grid”, uma épico hiper-activo de três minutos, onde explodem guitarras, sintetizares e caixas de ritmos. O vídeo – uma paródia a Kubrick – já a seguir.

palavras com algum atraso

Há coisa de uma semana, Owen Pallett (aka Final Fantasy) passou por Lisboa. Canções construídas em camadas, com loops de violino e – novidade – piano. Voz irrepreensível. Não houve o sentido de humor e a proximidade com o público do concerto do ano passado na ZDB, mas foi, ainda assim, um grande concerto.

A ilustrar cada música, projecções no limite do lo-fi: animações feitas com acetatos e silhuetas, utilizando um retroprojector.

Pontos positivos para a Nervo: pela divulgação, pela sala (quase?) esgotada e pelos bilhetes bonitos.

note to self

Os bilhetes para concertos compram-se com antecedência, não se deixa nunca para o próprio dia.

(Os bilhetes para a Peaches estavam esgotados.)

are you with peaches?

Peaches polaroid

Hoje, às 21.00, Peaches (com Herms Band) no Paradise Garage.
Código de vestuário: vinil cor de rosa.

(Também hoje e por volta da mesma hora, os Liars estarão a espantar bruxas ali no Club Lua.)

a reentré

Os concertos para os meses de Outono:

El Perro Del Mar, no Imago ’06, Fundão {Setembro 30}

Colleen, no EME Festival, Palmela {Outubro 7}
¡Forward, Russia!, no Santiago Alquimista {Outubro 10}
Nouvelle Vague, no Club Lua {Outubro 14}
Final Fantasy, no Club Lua {Outubro 15}
Herbert, no Lux {Outubro 19}
Muse, no Campo Pequeno {Outubro 26}
Camera Obscura, em Coimbra {Outubro 26}

WhoMadeWho, no Mercabo {Novembro 30}

É inesperada a aposta do Santiago Alquimista nos ¡Forward, Russia!. Vai valer a pena, ainda que seja muito provável uma sala meio cheia. Para ouvir no MySpace da banda: ‘Nine’, o épico desconcertado.

Concertos bonitos também em Dezembro: os Yo La Tengo no dia 3 (ainda sem local confirmado mas algures em Lisboa) e os Lambchop, na Aula Magna no dia 10.

5:55

Os Air têm um novo disco. Chama-se 5:55, mas dizem que é o novo álbum de Charlotte Gainsbourg.

As letras são de Neil Hannon e Jarvis Cocker, a produção de Nigel Godrich. A música é dos Air – e nota-se. No tom, no baixo, nos sintetizadores. A voz susurrada, essa sim é de Gainsbourg, herdança da mãe, Jane Birkin.

Tudo isto são elogios. É disco muito bonito, companhia perfeita para a estação que agora chega.

que rolem as cabeças

Marie Antoinette

O trailer já deixava antever e é agora confirmado: a banda sonora de ‘Marie Antoinette’, de Sofia Coppola, transpira anos 80 por todo o lado. Estão lá os Siouxsie and the Banshees, Bow Wow Wow, New Order e The Cure. Há também nomes mais frescos, como Aphex Twin, The Strokes e The Radio Dept. Os Air picam o ponto mais uma vez. O alinhamento completo está no Cotonete.

Na Vogue deste mês é publicado um artigo sobre Kirsten Dunst, com fotografias de Annie Leibovitz. Fotografias e texto aqui.

O filme estreia em Portugal a 19 de Outubro, e terá antestreia ao ar livre já amanhã, na abertura do Optimus Open Air.

telediscos #3

Kelis deixou para trás os Neptunes e a volumosa afro – cortando-a simbolicamente no início do vídeo de ‘Bossy’.

Há intertextualidade em ‘Bossy’: as referências a singles anteriores nos versos “I’m the first girl to scream on a track” (‘Caught Out There’, de 1999) e “that’s right, I brought all the boys to the yard” (‘Milkshake’, de 2003). E há também uma resposta à letra de ‘Piggy Bank’ de 50 Cent – “then Nas went and tattooed the bitch on his arm” – quando Kelis canta “and that’s right, I’m the one tattooed on his arm”.

Outras coisas: stilettos, champanhe, ostras, um caniche de pêlo azulado e deboche numa sala VIP.