lullaby

“Waking to these sounds again I wonder how I’ll sleep,
Passing out is taking off into the stubborn deep,
I’d like to meet a human who makes it all seem clear,
To work out all these cycles and why I’m standing here.
I’m falling over and over and over and over again now,
Calling over and over and over and over again now.
Running through my life right now I don’t regret a thing,
Things I do just me laugh and make me want to drink,
I’d like to meet a mad man who makes it all seem sane,
To work out all these troubles and what there is to gain.
I’m falling over and over and over and over again now,
Calling over and over and over and over again now.
Projecting what I want is always hard to know,
But when it comes between my sights I’ll let the damage show,
I’d like to meet a space man who’s got it going on,
Sailing through the stars at night until our world is gone.
I’m falling over and over and over and over again now,
Calling over and over and over and over again now.”

Morcheeba ‘Over And Over’

entre dois braços de água

Por estranho que pareça, gosto de fazer a viagem Lisboa – Sines de autocarro. São três horas de (relativo) sossego que gosto de aproveitar para ouvir os discos que tenho em atraso. Além disso, há momentos em que a vista é bonita. Ontem, na viagem de regresso para Sines, o autocarro atravessou o rio pela ponte 25 de Abril – não gosto nada de sair de Lisboa pela ponte Vasco da Gama – e o céu estava assim. O rio fica muito bonito debaixo destas cores.

da polónia com amor

Invasão de palco num concerto de grupos corais? Não, não aconteceu – mas podia ter acontecido. Percebe-se neste festival que a relação das pessoas com a música é uma coisa estranha. Ali estavam em palco seis grupos corais e uma orquestra de 30 elementos. A ver, imensa gente sentada – novos, velhos, gente da terra e de fora – e, em frente ao palco, os ditos freaks saltavam e dançavam. Aquilo não era folclore, era freaklore. Mas o concerto foi fraco. No site do festival alguém pergunta se o cante nu continuaria a soar genuíno vestido das cordas de uma orquestra?. A resposta é não. O projecto é pretensioso, muito ao estilo “oh p’ra nós tão portugueses” ou “vamos lá tirar esta gente do campo, que isto sem orquestra não tem piada”. Os Warsaw Vilagge Band tocaram já para um público mais pequeno, mas ainda grande para um quinta-feira à noite. As expectativas eram altas, mas o concerto não esteve à altura. São bons, mas não muito, e piscam o olho aos Hedningarna vezes a mais.
No segundo dia, o voz deSavina Yannatou encheu o castelo. A Savina é uma espécie de Diamanda Galas, versão ‘diet’ e sem rituais de sangue em palco. Foi bonito. O David Murray foi a seca que já se esperava – 3 horas de puro entretenimento de cruzeiro. O ínicio não foi mau, mas descambou pouco depois. Ainda assim, conseguiu ser menos mau que Tom Zé: drogas a mais e intervencionismo de algibeira – maldito sejas David Byrne, por ter redescoberto este senhor. Foi pena, estava convencido de que iria gostar.
A cidade esteve cheia durante estes dias, mas o festival podia ter corrido melhor.

how to change your mood

Tenho finalmente um blog novo. Há um sistema de comentários a sério, um contador que funciona e um visual renovado – tudo em cerca de 300 linhas de código html. O look está sujeito a mudança, mas no geral o aspecto vai ser este. Há a vantagem de poder mudar facilmente o fundo, a imagem do topo e o esquema de cores do site – três vivas às Cascading Style Sheets – para corresponderem à minha mood do momento. Mas por agora fica assim.

Há destaques do lado direito e links seleccionados à esquerda – blogs que costumo ler e sites que visito frequentemente.
Erros na página, sugestões e insultos, piropos e assobios podem ser deixados na caixa de comentários ou enviados para diniscorreia[at]mac[dot]com

sons do mundo no castelo

Arranca hoje em Sines mais um Músicas do Mundo – o festival que, desde há uns ano para cá, traz a Portugal o David Murray, arrasta para Sines grupos de friques – aquele espécimen que não lava o cabelo, veste roupas com buracos e tem um cão – e planta barraquinhas de venda de cerveja à porta da casa mortuária.

Este ano, para além das farturas e das bifanas e dos concertos no castelo, há também entretenimento after-hours junto à praia e sessões de cinema documental na Capela da Misericórdia.
Hoje sobem ao palco a Ronda dos Quatro Caminhos – uma joint venture de grupos corais de várias localidades alentejanas – e a Warsaw Village Band – techno-folk polaco que promete.

Amanhã é dia de Savina Yannatou (a diva grega), David Murray (a praga deste festival – está para o Músicas do Mundo como os Placebo estão para o Sudoeste) e Tom Zé.

No sábado, Septeto Roberto Rodriguez, Rokiá Traoré (sons do Mali) e, a encerrar o festival, Femi Kuti. O destaque do último dia de festival é, na verdade, o megalómano espectáculo de fogo de artifício, que promete cegar os mais desprevenidos.
Os bilhetes para um dia custam 5€ e uma entrada para os três dias custa 10€.